A professora Edilva Bandeira é das poucas pessoas, no Brasil, que falam de educação não apenas de forma teórica, mas a partir da vivência em sala de aula. Parece óbvio que os profissionais da educação deveriam discutir educação a partir de sua prática, mas no Brasil não é assim.
A maioria daqueles que determinam a política educacional do país e que estão encastelados, dependurados, nas secretaria da educação de todo o Brasil, nunca pisaram numa sala de aula - ou então conhecem apenas a realidade da rede particular, esse feudo que garante a manutenção das distâncias sociais no país.
Para esses profissionais, o aluno costuma ser apenas um número, quando não um empecilho ao seu comodismo, já que eles vêem a educação apenas como emprego, no pior sentido da palavra. Sim, pois o emprego não é apenas uma forma de buscar o sustento, pode ser a ferramenta que promove mudanças positivas na sociedade e no mundo. Infelizmente, no Brasil, a educação é reduto dos sindicatos da classe, numa inversão de valores absurda. Em vez de os sindicatos promoverem a categoria e o ensino, eles estão a serviço da estagnação, promovendo o nivelamento por baixo. A prova disso está na resistência ao princípio da meritocracia e na insistência em exigir a manutenção do "direito à falta" do professor, esse escândalo de proporções internacionais que provoca é a AULA VAGA, fenômeno em que o Brasil é campeão mundial, solapando ao aluno de 20 a 40% do ano letivo, nas piores escolas.
E que os pais ou alunos não se atrevam a reclamar de absolutamente nada! Isso causa represálias e perseguições que culminam em processos administrativos, instâncias em que esses pais e alunos são definitivamente "triturados" até retirarem suas queixas.
É por isso que ficamos sempre muito felizes quando recebemos o contato de algum profissional da educação que trata com respeito o aluno e seus pais, coisa muito rara na rede pública. A professora Edilva Bandeira acompanha nosso trabalho há alguns anos e mantém um blog que vale muito a pena conhecer e apreciar. Parabéns, Edilva, continue trazendo informações interessantes e fazendo diferença na educação brasileira!
NOTA:Esse texto foi publicado no blog EducaFórum, coordenado pela Giulia que juntamente com outros abnegados voluntários lutam por uma educação pública digna, em que o aluno seja o verdadeiro protagonista. Obrigada EducaFórum, acredito que por mais pequeno que seja o meu trabalho , ele contribui um pouco para mudar o mundo dos alunos que passam pela minha sala de aula.
Visite o blog EducaFórum:http://educaforum.blogspot.com/
Crianças que utilizam blogs, SMS ou acessam redes sociais no dia a dia melhoram suas habilidades com a escrita, indicou uma pesquisa realizada pela instituição britânica National Literacy Trust.
Das 3.001 crianças entre 9 e 16 anos entrevistadas pelos pesquisadores, 24% possuem seu próprio blog, enquanto 82% enviam mensagens de texto por celular pelo menos uma vez por mês. Desse total, 73% falam com amigos por meio de serviços de mensagem instantânea, como MSN e Google Talk.
O levantamento também mostrou que, embora utilizem meios digitais na comunicação, os jovens ainda fazem uso de papel e caneta na hora de anotar dicas durante as aulas ou no momento em que precisam finalizar seus deveres de casa.
As crianças que possuem blogs ou estão nas redes sociais foram avaliadas como donas dos melhores textos. "Nossa pesquisa sugere uma forte relação entre a utilização da tecnologia pelas crianças e atividades com leitura e escrita", disse o diretor da National Literacy Trust, Jonathan Douglas. "A relação com as tecnologias on-line incentiva os jovens a escrever pequenas histórias, cartas, letras de música ou diários", completou.
Douglas também quebrou paradigmas ao afirmar que os estilos informais de escrita, comuns na web, não atrapalham o progresso da habilidade na redação de textos. Questionado sobre o futuro da literatura em tempos de mídias digitais, o pesquisador foi enfático: "Nosso estudo mostrou que, quanto mais a tecnologia é utilizada, mais habilidades literárias são desenvolvidas".
O secretário da Educação de São Paulo diz que sem meritocracia não haverá avanços na sala de aula - e que os sindicatos são um entrave para o bom ensino
Monica Weinberg
Criar um sistema capaz de atrair os melhores alunos para a carreira de professor é imperativo para um ensino de alto nível. Daí a relevância da aprovação, na semana passada, de um projeto concebido pelo economista Paulo Renato Souza, 64 anos, secretário estadual da Educação em São Paulo. Trata-se de um plano de carreira para os professores inteiramente baseado na meritocracia, conceito ainda raro nas escolas brasileiras e repudiado pelos sindicatos, seus principais adversários. "Os sindicalistas são um freio de mão para o bom ensino", resume o ex-ministro da Educação no governo Fernando Henrique, que reconhece avanços na implantação dos rankings no Brasil e da cobrança de resultados com base neles, mas adverte: "É preciso discutir a educação com mais objetividade e menos ideologia".
Um relatório recente da OCDE mostra que o Brasil foi o país que mais aumentou o investimento na educação em proporção ao total dos gastos públicos - mas muitos se queixam de falta de dinheiro nas escolas. Estão certos? O maior problema no Brasil não é a falta de dinheiro, mas como esses recursos são empregados - em geral, de maneira bastante ineficaz. Daria para obter resultados infinitamente superiores apenas fazendo melhor uso das verbas já existentes. Prova disso é que, com orçamento idêntico, algumas escolas públicas oferecem ensino de ótima qualidade e outras, de péssimo nível.
O que explica isso? As boas são comandadas por diretores com uma visão moderna de gestão, coisa raríssima no país. Não existe no Brasil nada como um bom curso voltado para treinar esses profissionais a liderar equipes ou cobrar resultados, o básico para qualquer um que se pretenda gestor. Quem se sai bem na função de diretor, em geral, é porque tem algo como um dom inato para a chefia. A coisa funciona no improviso.
As avaliações sempre chamam atenção para o despreparo dos professores brasileiros. A que o senhor atribui isso? Às universidades que pretendem formar professores, mas passam ao largo da prática da sala de aula. No lugar de ensinarem didática, as faculdades de pedagogia optam por se dedicar a questões mais teóricas. Acabam se perdendo em debates sobre o sistema capitalista cujo ideário predominante não passa de um marxismo de segunda ou terceira categoria. O que se discute hoje nessas faculdades está muito distante de qualquer ideia que seja cientificamente aceita, mesmo dentro da própria ideologia marxista. É uma situação difícil de mudar. A resistência vem de universidades como USP e Unicamp, as maiores do país.
"Uma ideia bastante difundida no Brasil é que o professor deve ter liberdade total para construir o conhecimento junto com seus alunos. Essa apologia da ausência de método só atrapalha"
Como isso se reflete nas escolas? Muitos professores propagam em sala de aula uma visão pouco objetiva e ideológica do mundo. Alguns não dominam sequer o básico das matérias e outros, ainda que saibam o necessário, ignoram as técnicas para passar o conhecimento adiante. Vê-se nas escolas, inclusive, certa apologia da ausência de métodos de ensino. Uma ideia bastante difundida no Brasil é que o professor deve ter liberdade total para construir o conhecimento junto com seus alunos. É improdutivo e irracional. Qualquer ciência pressupõe um método. No ensino superior, há também inúmeras mostras de como a ideologia pode sobrepor-se à razão.
O senhor daria um exemplo? Existe um terrível preconceito nas universidades públicas contra o setor privado. Ali, qualquer contato com as empresas é visto como um ato de "venda ao sistema". Como se as instituições públicas fossem sustentadas por marcianos e não pelo dinheiro do governo, que vem justamente do sistema econômico. O resultado é que, distantes das empresas, as universidades se tornam menos produtivas e inovadoras.
Em muitos países, as universidades públicas cobram mensalidade dos estudantes que têm condições de pagar. Seria bom também para o Brasil? Sem dúvida. Só que esse é um tabu antigo no país. Se você defende essa bandeira, logo o identificam como alguém que quer privatizar o sistema. Preservar a universidade gratuita virou uma questão de honra nacional. Bobagem. É preciso, de uma vez por todas, começar a enxergar as questões da educação no Brasil com mais pragmatismo e menos ideologia.
Na semana passada, foi aprovado em São Paulo um novo plano de carreira para professores e diretores. Esse tipo de medida tem potencial para revolucionar o ensino nas redes públicas? Planos de carreira são essenciais para tornar essas profissões novamente atraentes, de modo que os melhores alunos saídos das universidades optem por elas. Sem isso, é difícil pensar em bom ensino. O plano de São Paulo não apenas eleva os salários, o que é um chamariz por si só, mas faz isso reconhecendo, por meio de avaliações, o mérito dos melhores profissionais. Ou seja: esforço e talento serão premiados, um estímulo que a carreira não tinha. A meritocracia consta de qualquer cartilha de gestão moderna, mas é algo ainda bem novo nas escolas brasileiras.
Os principais adversários do projeto foram os sindicatos desses profissionais. Que lógica há nisso? É uma manifestação de puro corporativismo. Pela nova lei, só poderão pleitear aumento de salário aqueles professores assíduos ao trabalho - um pré-requisito mais do que razoável. É o mínimo esperar que, para alguém almejar ascender na carreira, ao menos compareça ao serviço. Apenas o sindicato não vê desse jeito. Ele encara as "faltas justificadas" como um direito adquirido. E ponto. Não quer perdê-lo. Mas repare que eu não estou dizendo que os professores ficarão sem esse direito. Só estou tentando fornecer um estímulo adicional para que eles deem suas aulas. O último levantamento que fizemos mostra que a média de ausências na rede estadual de São Paulo é altíssima: foram trinta faltas por docente apenas em 2008. Ao resistir a uma medida que premia a presença na escola, o sindicato dá mais uma mostra de como o espírito corporativista pode sobrepor-se a qualquer preocupação com o ensino propriamente dito.
"No lugar de ensinarem didática, as faculdades de pedagogia optam por perder tempo com discussões teóricas que, não raro, se baseiam em conceitos sem nenhuma comprovação científica"
O movimento sindical passa ao largo da preocupação com o bom ensino? É exatamente isso. Está claro que os sindicatos estão focados cada vez mais no próprio umbigo e menos nas questões relativas à educação. Entendo, evidentemente, que lutem pelos interesses da categoria, propósito de qualquer organização do gênero. Mas a qualidade do ensino, que é de responsabilidade social deles, deveria vir em primeiro lugar. Em 1984, quando fui secretário da Educação em São Paulo pela primeira vez, já se via essa forte tendência nos sindicatos. Em reuniões com os professores, palavras como aluno ou ensino jamais eram mencionadas por eles. Apenas se discutiam ali os interesses da categoria. E esse problema só piora.
O que causa a piora? O movimento sindical politizou-se a um ponto tal que não se acham mais nele pessoas realmente interessadas em educação. Estas debandaram. Hoje, os sindicatos estão tomados por partidos radicais de esquerda sem nenhuma relevância para a sociedade. Para essas agremiações insignificantes, o sindicalismo serve apenas como um palanque, capaz de lhes dar uma visibilidade que jamais teriam de outra maneira. É aí que tais partidos aparecem e fazem circular seu ideário atrasado e contraproducente para o ensino. Repare que esses sindicalistas são poucos - e estão longe de expressar a opinião da maioria. Mas têm voz.
Com a nova lei fica determinado que, para pular de nível na carreira, o professor seja submetido a uma prova. Por que os sindicatos rejeitaram a ideia? É lamentável que um grupo de professores critique a existência de uma prova. Veja o absurdo. Eles alegam que um exame os obrigaria a estudar mais e que não têm tempo para isso. A crítica expressa também uma resistência à avaliação, que até hoje se vê arraigada em certos setores da sociedade brasileira.
Nisso o Brasil destoa de outros países? Em culturas mais individualistas e competitivas, como a anglo-saxã, as aferições do nível dos professores e do próprio ensino não são apenas bem-aceitas como têm ajudado a melhorar as escolas, na medida em que fornecem um diagnóstico dos problemas. Os professores brasileiros que agora resistem a passar pela avaliação certamente não estão atentos a isso. Sua maior preocupação é lutar por direitos iguais para todos - velha bandeira que ignora qualquer noção de meritocracia. Por isso, eles se posicionaram contra uma regra do projeto que limita o número de promoções por ano: não mais do que 20% dos profissionais poderão subir de nível. É um teto razoá-vel: evita um rombo no orçamento e, ao mesmo tempo, promove uma bem-vinda competição. Demandará mais empenho e estudo dos professores - o que não lhes fará mal.
No campo salarial, premiar o mérito significa romper com o conceito da isonomia de ganhos para todos os funcionários. Esse não é um valor que deveria ser preservado? Não. Já é consenso entre especialistas do mundo todo que aumentos concedidos a uma categoria inteira, desprezando as diferenças de desempenho entre os profissionais, não têm impacto relevante no ensino. O que faz diferença, isso sim, é conseguir premiar os que se saem melhor em sala de aula. A isonomia é uma bandeira velha.
Há experiências no Brasil com a concessão de bônus aos melhores professores. Isso funciona? Sem dúvida. Quando há um sistema feito para reconhecer e premiar os talentos individuais, a eficácia das políticas públicas para a educação aumenta. Coisa de quinze anos atrás, o Brasil estava a anos-luz disso. Não havia informação sobre nada - nem mesmo se sabia o número de escolas no país. O dado variava entre 190 000 e 230 000 colégios, dependendo da fonte. Hoje, já dá até para comparar o ensino de Capão Redondo, na periferia de São Paulo, com o das escolas da Finlândia. Desse modo, é possível traçar metas bem concretas para a educação e cobrar por elas - alicerces para uma boa gestão em qualquer setor.
Já se formou um consenso no Brasil de que esse é o caminho acertado? Acho que sim. Nos primeiros anos de governo Lula, os petistas chegaram a pôr em xeque a ideia de que a qualidade do ensino precisa ser aferida com base em dados objetivos. Foi um retrocesso. Mas hoje o MEC norteia suas políticas com base em avaliações, metas e cobrança de resultados. Diria que eles chegam até a exagerar na dose, divulgando rankings que, como ministro, eu mesmo preferia não trazer a público. É o caso do Enem.
O Enem não é um bom indicador da qualidade do ensino em escolas públicas e particulares? O problema é que, como só faz o exame quem quer, ele não necessariamente traduz a qualidade de ensino na escola como um todo. E se apenas os bons alunos de determinado colégio se submeterem à prova? O retrato sairá distorcido. Grosso modo, o Enem até espelha bem a realidade. Mas, como a amostra de alunos de cada escola é aleatória, há espaço para que se cometam injustiças. Em tese, qualquer colégio particular que se sentisse prejudicado pelo ranking poderia processar o MEC. De modo geral, porém, sou absolutamente favorável a que se lance luz sobre os resultados. O monitoramento deve ser constante.
No começo do ano, flagraram-se em material que seria distribuído às escolas pela Secretaria Estadual da Educação erros crassos, tais como a inclusão de dois Paraguais num mapa da América do Sul. Faltou fiscalização por parte do governo? Sem dúvida. Ainda que o material não seja produzido pela secretaria, é de responsabilidade dela que não passem erros. Não há o que argumentar aí. Depois do episódio, os cuidados foram redobrados. Cada livro é revisado de três a quatro vezes. Apostila com erro é um desserviço à educação - e desperdício de dinheiro público.
"Devemos lutar pela igualdade sempre que a diferença nos inferioriza, mas devemos lutar pela diferença sempre que a igualdade nos descaracteriza" Boaventura de Souza Santos
A DIFÍCIL ARTE DE SER MULHER
Frei Betto
Hours concours em Cannes, um dos filmes de maior sucesso no badalado festival francês foi "Ágora", direção de Alejandro Amenabar.. A estrela é a inglesa Rachel Weiz, premiada com o Oscar 2006 de melhor atriz coadjuvante em "O jardineiro fiel", dirigido por Fernando Meirelles. Em "Ágora" ela interpreta Hipácia, única mulher da Antiguidade a se destacar como cientista. Astrônoma, física, matemática e filósofa, Hipácia nasceu em 370, em Alexandria. Foi a última grande cientista de renome a trabalhar na lendária biblioteca daquela cidade egípcia. Na Academia de Atenas ocupou, aos 30 anos, a cadeira de Plotino. Escreveu tratados sobre Euclides e Ptolomeu, desenvolveu um mapa de corpos celestes e teria inventado novos modelos de astrolábio, planisfério e hidrômetro. Neoplatônica, Hipácia defendia a liberdade de religião e de pensamento. Acreditava que o Universo era regido por leis matemáticas. Tais ideias suscitaram a ira de fundamentalistas cristãos que, em plena decadência do Império Romano, lutavam por conquistar a hegemonia cultural. Em 415, instigados por Cirilo, bispo de Alexandria, fanáticos arrastaram Hipácia a uma igreja, esfolaram-na com cacos de cerâmica e conchas e, após assassiná-la, atiraram o corpo a uma fogueira. Sua morte selou, por mil anos, a estagnação da matemática ocidental. Cirilo foi canonizado por Roma. O filme de Amenabar é pertinente nesse momento em que o fanatismo religioso se revigora mundo afora. Contudo, toca também outro tema mais profundo: a opressão contra a mulher. Hoje, ela se manifesta por recursos tão sofisticados que chegam a convencer as próprias mulheres de que esse é o caminho certo da libertação feminina. Na sociedade capitalista, onde o lucro impera acima de todos os valores, o padrão machista de cultura associa erotismo e mercadoria. A isca é a imagem estereotipada da mulher. Sua autoestima é deslocada para o sentir-se desejada; seu corpo é violentamente modelado segundo padrões consumistas de beleza; seus atributos físicos se tornam onipresentes. Onde há oferta de produtos - TV, internet, outdoor, revista, jornal, folheto, cartaz afixado em veículos, e o merchandising embutido em telenovelas - o que se vê é uma profusão de seios, nádegas, lábios, coxas etc. É o açougue virtual. Hipácia é castrada em sua inteligência, em seus talentos e valores subjetivos, e agora dilacerada pelas conveniências do mercado. É sutilmente esfolada na ânsia de atingir a perfeição. Segundo a ironia da Ciranda da bailarina, de Edu Lobo e Chico Buarque, "Procurando bem / todo mundo tem pereba / marca de bexiga ou vacina / e tem piriri, tem lombriga, tem ameba / só a bailarina que não tem". Se tiver, será execrada pelos padrões machistas por ser gorda, velha, sem atributos físicos que a tornem desejável. Se abre a boca, deve falar de emoções, nunca de valores; de fantasias, e não de realidade; da vida privada e não da pública (política). E aceitar ser lisonjeiramente reduzida à irracionalidade analógica: "gata", "vaca", "avião", "melancia" etc. Para evitar ser execrada, agora Hipácia deve controlar o peso à custa de enormes sacrifícios (quem dera destinasse aos famintos o que deixa de ingerir...), mudar o vestuário o mais frequentemente possível, submeter-se à cirurgia plástica por mera questão de vaidade (e pensar que este ramo da medicina foi criado para corrigir anomalias físicas e não para dedicar-se a caprichos estéticos). Toda mulher sabe: melhor que ser atraente, é ser amada. Mas o amor é um valor anticapitalista. Supõe solidariedade e não competitividade; partilha e não acúmulo; doação e não possessão. E o machismo impregnado nessa cultura voltada ao consumismo teme a alteridade feminina. Melhor fomentar a mulher-objeto (de consumo). Na guerra dos sexos, historicamente é o homem quem dita o lugar da mulher. Ele tem a posse dos bens (patrimônio); a ela cabe o cuidado da casa (matrimônio). E, é claro, ela é incluída entre os bens. Vide o tradicional costume de, no casamento, incluir o sobrenome do marido ao nome da mulher. No Brasil colonial, dizia-se que à mulher do senhor de escravos era permitido sair de casa apenas três vezes: para ser batizada, casada e enterrada... Ainda hoje, a Hipácia interessada em matemática e filosofia é, no mínimo, uma ameaça aos homens que não querem compartir, e sim dominar. Eles são repletos de vontades e parcos de inteligência, ainda que cultos. Se o atrativo é o que se vê, por que o espanto ao saber que a média atual de durabilidade conjugal no Brasil é de sete anos? Como exigir que homens se interessem por mulheres que carecem de atributos físicos ou quando estes são vencidos pela idade? Pena que ainda não inventaram botox para a alma. E nem cirurgia plástica para a subjetividade.
PS: recebi esse texto da minha nora Rosana, estudante de História da UFMS, que por sua vez recebeu-o de sua professora Maria Celma Borges, doutora em História do Brasil, docente do curso de História da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus de Três Lagoas.
Acredito que os textos tem poderes mágicos, quando chegam a nós devem ser compartilhados para não perder seus poderes. Sempre que recebo um texto que me impressiona compartilho-o.
Acompanhe repercussão da premiação de Obama com o Prêmio Nobel da Paz
A escolha de Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, como o ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2009 foi um surpresa: até a plateia presente no momento do anúncio não sabia como reagir. Reações ao redor do planeta foram instantâneas. Destacamos algumas frases:
Morgan Tsvangarai, primeiro-ministro do Zimbábue, estava entre os favoritos para vencer o Nobel da Paz este ano
"Gostaria de felicitar o presidente Obama. Eu acho que ele é um candidato merecedor."
Mikhail Gorbachev, ex-líder soviético, recebeu o Nobel da Paz em 1990
"Nestes tempos difíceis, pessoas que são capazes de assumir responsabilidades, que tem visão, compromisso e vontade política, devem ser apoiadas."
Lech Walesa, premiada com o Nobel da Paz de 1983 por seus esforços para promover os direitos trabalhistas na Polônia comunista
"Quem, Obama? Tão rápido? Muito rápido - não teve tempo para fazer nada."
Desmond Tutu, arcebispo sul-africano que ganhou o Nobel da Paz de 1984 por seus esforços para acabar com o apartheid na África do Sul
"É um prêmio dado a um presidente relativamente jovem, perto do início de seu primeiro mandato, que antecipa a possibilidade uma contribuição ainda maior para tornar o nosso mundo um lugar mais seguro para todos."
Shimon Peres, presidente de Israel, recebeu o Nobel da Paz em 1994, junto com Yitzhak Rabin e Yaser Arafat
"Poucos líderes conseguiram mudar o espírito do mundo em tão pouco tempo e com impacto tão profundo. Você nos deu liberdade para sonhar e agir de forma nobre. Você deu uma nova esperança para toda a humanidade, com determinação intelectual e um sentimento de que há um Deus no céu e aqueles que acreditam na terra."
Khaled Al-Batsh, líder da Jihad Islâmica na Faixa de Gaza
"[A vitória de Obama] mostra como esses prêmios são políticos, e não governados por princípios de credibilidade, valores e moral. Por que o Nobel da Paz deveria ser dado à Obama, enquanto é seu país que possuiu o maior arsenal nuclear no planeta e seus soldados continuam a derramar sangue inocente no Iraque e no Afeganistão?"
Sami Abu Zuhri, porta-voz do movimento palestino Hamas em Gaza
"Obama não ofereceu nada aos palestinos, salvo promessas e boas intenções. Ao mesmo tempo, expressa seu apoio absoluto à ocupação israelense."
Saad Al-Ajmi, ex-ministro da Informação do Kuwait
"Boas intenções são uma coisa, boas ações, outra. E mudar a realidade não é um ato feito de boas intenções; é feito de boas ações. Esperamos que ele tome algumas ações concretas em relação à crise no Oriente Médio, trazendo a esperada solução de dois estados. Se não, ele não terá sido digno de ganhar este prêmio."
Zabihullah Mujahid, porta-voz do Talibã
"Não percebemos nenhuma mudança de estratégia para a paz, ele não fez nada pela paz no Afeganistão, ele não adotou nem uma medida sequer para isso ou para tornar o país mais estável."
Mohamed Elbaradei, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU
"Não consigo pensar em ninguém que mereça mais esta homenagem. Em menos de um ano no cargo, Obama transformou a forma como olhamos para nós mesmos e para o mundo em que vivemos, e reacendeu a esperança por um mundo em paz. Ele tem mostrado um compromisso inabalável na diplomacia, no respeito mútuo e no diálogo como as melhores formas de resolver conflitos."
Nils Butenschon, diretor do Centro Norueguês de Direitos Humanos da Universidade de Oslo
"Parece-me prematuro. Acredito que a comissão deva tomar muito cuidado com a integridade do prêmio, e, neste caso, não acho que temos condições de avaliar o real impacto que este candidato alcançou. Às vezes, claro, o prêmio é concedido a pessoas que estão no processo de fazer a história, por assim dizer, mas, nesse caso, acho que é muito cedo para saber."
Angela Merkel, chanceler da Alemanha
"Devemos todos apoiá-lo. Ele abriu uma janela de possibilidades."
Brian Cowen, premiê da Irlanda
"Em nome do povo irlandês, quero felicitar calorosamente o presidente Obama por esta magnífica conquista. O comitê do Nobel reconheceu justamente seu trabalho no campo da diplomacia."
Silvio Berlusconi, premiê da Itália
"Ele terá que observar um comportamento ecumênico em relação a todos."
Nossa que maravilha, adorei que o presidente norte americano Barack Obama seja o ganhador do prêmio Nobel da Paz 2009.
De acordo com o comitê do Nobel, Obama recebeu o prêmio "por seus esforços extraordinários para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos".
Em comunicado oficial o comitê divulgou o seguinte texto: "Apenas muito raramente uma pessoa capturou na mesma medida que Obama a atenção do mundo e deu a seu povo esperança de um futuro melhor. Sua diplomacia está fundada no conceito de que os que liderarão o mundo devem fazer isso com base em valores e atitudes que são compartilhados pela maioria da população mundial. Obama criou um novo clima na política internacional".
Questionado porque o prêmio foi dado a Obama menos de um ano depois que assumiu o cargo, o presidente do comitê do Nobel, Thorbjoern Jagland disse que o comitê queria "apoiar o que ele está tentando atingir".
O vencedor do Nobel da Paz - escolhido por um comitê formado por cinco membros - ganha uma medalha de ouro, um diploma e um prêmio em dinheiro de 10 milhões de coroas suecas - o equivalente a cerca de R$ 2,5 milhões.
Como diz a canção de meu amigo Chico Viola: “A cara do Tio Sam agora é negra, o tio do Tio Sam é da raça negra”.
AMEI!!!!!!!!!!!!! VIVA OBAMA!!!!!!!!!VIVA TODOS QUE VÃO ALÉM DO QUE A “SOCIEDADE” LHES DESTINA!!!!!!!!!!!!!!!!!
Dos 20 aos 27 anos, a carioca Suzana Leal foi gerente de marketing de uma estatal. Depois casou, parou tudo para criar os filhos e tomar conta da casa. Aos 49, cansada, segundo ela mesma, de pedir dinheiro ao marido, criou a loja de lingeries Pselda, em Ipanema, onde ela atende mulheres de todas as idades, tamanhos e pesos - como gosta de frisar. Mas a Pselda é mais do que uma loja, é um clube onde a mulher pode exercitar sua sensualidade, com cursos de sedução e aconselhamentos. Eu já tinha ouvido falar na Suzana por causa de notas que aparecem aqui e ali, sobre as novidades da Pselda, como um tecido novo ou uma calcinha vibratória. Essa última eu ouvi falar direto da Suzana, em sua participação absolutamente hilariante no programa do Jô, mês passado. A figura irreverente e simpatica desta consultora de sexo me levou a convidá-la para escrever algo aqui no 7×7. Ela topou.
Feminilidade contida
Somos de um século no qual as mulheres queimaram os sutiãs, reduziram a proporções mínimas o comprimento da saia e fizeram da pílula a grande descoberta. Progressos não faltaram na passagem para o novo milênio. Essas mesmas mulheres conquistaram igualdades de condições no mercado de trabalho. Se sentem realizadas por suas próprias conquistas, pois não colocam mais a responsabilidade da felicidade no casamento ou nos filhos. Claro que há restrições, mas as evoluções são muitas.
O que ainda causa estranhamento é que apesar de tantas mudanças, ainda não podemos afirmar que existe realmente liberdade sexual feminina. Não aquela negligente, despreparada, sem cuidados. E sim, liberdade de feminilidade. As mulheres ainda boicotam a busca pelo prazer pessoal, ainda se sentem intimidadas pela simples menção da palavra s-e-x-o.
Ainda há vergonha em exercer plenamente a sexualidade, ou buscar o prazer. Muitas mulheres ainda criticam a facilidade que outras possuem de expor sua sensualidade, outras repetem publicamente que não podem ser vistas em lojas ou lugares que trabalham com sedução ou com a feminilidade. Quer dizer, há um preconceito do próprio gênero feminino em relação àquelas mulheres sexualmente realizadas ou que buscam por isso.
O problema é que a existência desta implicância acaba por ressuscitar os fantasmas e os tabus que tanto perseguiram as mulheres nos séculos anteriores e provocaram sofrimentos terríveis em nossas antecedentes, que sufocavam seus direitos de serem felizes e de saciar seus desejos.
Houve tempos em que aquelas que exigiam ter prazer eram consideradas loucas ou histéricas e eram até mesmo internadas em hospícios. Hoje isso não ocorre mais, mas ainda é comum que se criem alcunhas infames para as mulheres que desejam aprender mais sobre as técnicas de sedução ou aquelas que criam diferentes fantasias e procuram lingeries ousadas para incrementar a relação a dois.
Não há pecado em deixar transparecer aquela poção “Afrodite” que existe em cada mulher. Tão pouco, há vergonha em se deixar levar pelo desejo de obter um daqueles artigos “mágicos” que prometem prazer. É importante lembrar que o ser humano tem instintos e a sexualidade é inata. Não podemos, nem devemos escondê-los. Muito pelo contrário: uma mulher bem resolvida sexualmente,é bem resolvida na vida.
Já é hora de progredir de fato, longe de falsos moralismos. Afinal, a busca pela felicidade e pelo prazer dão sabor à vida. Não é mais possível fingir que não há encanto em sentir-se desejada, em seduzir e em encontrar a tão procurada satisfação pessoal.
Tramita na Assembléia Legislativa de São Paulo um projeto com um bom propósito: regulamentar a carreira de professor das escolas estaduais, de modo que os mais talentosos tenham perspectivas concretas de avanço – o que hoje inexiste. Se o projeto vingar, serão criados cinco diferentes níveis para a docência. Para pular de degrau, o professor precisará se submeter a uma prova e obter uma boa nota. Simples assim. Do nível 1 ao 2, é necessário, por exemplo, tirar 6. Para ascender ao estágio 3, a nota mínima é 7. Um levantamento encomendado pelo secretário Paulo Renato Souza, que está à frente do projeto, não deixa dúvidas quanto aos efeitos positivos da medida. Se hoje o teto de salário de um professor de ensino fundamental é de 2 760 reais, com a mudança ficará em 5 430 reais – o dobro. Um diretor, por sua vez, poderá chegar a 7 200 reais, contra os atuais 4 200 reais. Basta que ele seja realmente bom no que faz.
Quem se queixa da idéia? A Apeoesp. Isso mesmo: o próprio sindicato dos professores. Os mesmos que, supostamente, seriam os grandes beneficiados nessa história. O sindicato tem duas bandeiras, ambas agitadas pelo mesmo ideário de sempre: o de nivelar todo mundo por igual – e por baixo. Ele defende, antes de tudo, um aumento no piso salarial para todos. Em segundo lugar, critica o fato de o novo projeto prever um número máximo de pessoas a saltar de um estágio para outro de uma vez só. A cada prova, apenas 20% dos candidatos poderão ser alçados de patamar, caso cheguem à nota mínima para tal. Trata-se de uma peneira pela qual só os melhores conseguirão passar. É o que, afinal, torna o plano viável do ponto de vista orçamentário.
E também o que mantém viva a idéia da premiação pelo mérito. Sem isso, os mais brilhantes alunos do ensino médio continuarão a repudiar a carreira de professor. Situação que não dá ao ensino – tradicionalmente sofrível – grandes chances de progresso. Evidentemente, ninguém quer isso. Parece que só o sindicato.
“Onde na Bíblia está escrito que os servos do Senhor
devem financiar a expansão do reino das trevas?
Antes, não deveria ser o contrário?”
Paul Freston
Waldo Luís Viana*
dedico este artigo a Orlando Maretti
(que colabora brilhantemente em dois parágrafos)
Nos anos 30 e 40, do século passado, era grande a preocupação dos protestantes tradicionais norte-americanos com o poder do rádio e, depois, da televisão. Diziam que esses veículos, que começavam a ganhar a simpatia das massas, eram coisa do diabo e tiravam o povo das igrejas.
Hoje, não há confissão protestante que não reserve as energias para obter horários caríssimos em rádios e TVs, quando não desejam possuir tais veículos para espalhar transversalmente o próprio proselitismo. O que mudou o diabo ou eles próprios. É relativamente simples de explicar: toda vez que um protestante não consegue explicar um fato ou um fenômeno que não domina, simplesmente diz, para simplificar, que aquilo é coisa do diabo.
Os espíritos menos exigentes precisam sempre dessa simplificação entre mocinho e bandido, entre “good guys” e “bad guys”, entre Deus e o diabo para que os simples saibam, com segurança, para onde estão rumando, se para o bem ou para o mal, se para a virtude ou para o pecado, que, etimologicamente significa “desviar-se do rumo”.
O rádio e a TV que eram veículos do diabo tornaram-se, enfim, com a presença dos evangélicos em emissões de luz plenamente aceitas, divulgadores das mensagens do Pai e algumas emissoras dentro e fora do Brasil adquiriram forte conteúdo confessional, seja católico ou protestante. Do mesmo modo, outras religiões fizeram o mesmo e temos rádios e TVs divulgando toda espécie de religião através do mundo (que significa “lugar limpo”), o que não é um mal em si.
Passa a ser um mal, quando por trás dos programas leigos esconde-se a intenção de angariar adeptos para uma só igreja, forçando a aceitação daquele princípio: todas as igrejas são boas, mas a nossa é superior, porque aqui Deus e Jesus operam...
No Brasil, vemos uma floresta de seitas percorrendo a madrugada a dentro nas TVs aberta e a cabo, a ponto de, se na minha sala eu abrir minha carteira, é capaz de um pastor qualquer pular de dentro do vídeo e com argumentos suaves efetuar a punga dos meus haveres, sem remissão. São tantos pastores que, se eu fizer a contribuição de dízimo e oferta para cada um estarei falido e nem Cristo, com toda a sua bondade, conseguirá me levantar!
O movimento evangélico veste-se, assim, de roupagens pagãs, tangenciando perigosamente o Código Penal, como aconteceu com o casal Hernandez, da Igreja Renascer, que por causa de um fundo oco de 55 mil dólares numa Bíblia, acabou com coleira no calcanhar e prisão domiciliar, mesmo num país majoritariamente protestante, como são os Estados Unidos. Lá, a justiça é diferente daqui e pega os ricos. Não tem mais, mais, mais, advogados milionários e instâncias recursais sistemáticas...
Aqui, as igrejas de fundo de quintal pululam, não por enorme piedade da população, mas porque são um grande negócio. Quando crescem muito, fazem enorme sinergia de negócios, montando editoras, gravadoras de discos, erigem enormes templos e compram rádios e televisões, além de espaços de cinema e teatro nas grandes cidades.
A floração de pastores que fazem exorcismos e curam , em “o nome do Senhor Jesus” é de tal monta, que se fossem majoritários neste país eliminariam os cursos de medicina e psicologia. Ora, a Bíblia é um livro eminentemente moral, não ensina a fabricar helicópteros, pontes ou sofás. Não ensina a forjar espadas nem armas e não pode ser manobrada para toldar o evidente analfabetismo de certos representantes de Deus.
O título de pastor deveria ser dado a uma pessoa com, no mínimo, quatro anos de estudos em seminário teológico, o que não tem acontecido. Existem pessoas se dizendo pastores com cursos locais de, no máximo, seis meses ou um ano, sendo que alguns nem instrução têm. Essas pessoas têm declarado ter recebido unção e revelação de Deus para pregar a Sua palavra, mas são completamente leigas no assunto. Alguns pastores têm se envolvido com prostituição, usura, sonegação de impostos, homossexualismo e até perda da fé – o que tem levado muitas pessoas a se desviar da religião por caminhos alheios à própria vontade de Deus.
Nesse cenário, vemos a apropriação desses grupos de TVs abertas, que por si só já são um descalabro, em busca apenas audiência e afirmação de mercado. Sob tal pretexto, impingem ao povo brasileiro o pior padrão de qualidade, embora o conteúdo se distinga das condições tecnológicas que são de última geração. Praticamos uma programação de difusão da ignorância, de obscenidades e de tudo o que não presta com os melhores equipamentos do mundo, a pretexto de que o povo quer tudo assim mesmo. Prefere ouvir cem duplas sertanejas a um concerto de Brahms. Aliás, nesse caso, os diretores de TV argumentariam que o povão confundiria o ilustre musicista com a cerveja Brahma ou então achariam que Bach é companheiro de boteco de Beethoven...
Não há escapatória, o padrão Globo de “qualidade”, voltado para atingir da classe C para baixo, vem sendo copiado diligentemente pela Rede Record, incomodando demais a recordista de audiência. Para se livrar da concorrente, a Globo pratica espantosa guerra comercial, com nostalgia das facilidades colhidas durante o regime militar, em que fazia acordo com os coronéis e donatários da política brasileira.
A Rede Record tornou-se um problema ainda maior, porque articulou o poder midiático – com equipamentos de ponta, de última geração – com o componente ideológico-religioso, um formidável instrumento de manipulação das massas. É uma rede de rádio e TV declaradamente confessional. Seus principais dirigentes, o pessoal que realmente decide é religioso, quase sempre “bispos” da Igreja Universal do Reino de Deus - IURD. Se parasse aí, tudo bem. A hegemônica igreja católica sempre teve suas rádios e canais de TV (com baixíssima audiência), ou outras que fazem a “linha auxiliar”, como a Rede Globo, que tinha até pouco tempo o padre performático Marcelo Rossi como galã de batina. Mas, além da programação sensacionalista e alienante (igual a todas as outras, só que com maior requinte técnico), a IURD ajudou a montar a maior bancada do Congresso, a “bancada evangélica”, formada por fiéis seguidores de seitas pentecostais, não só da IURD.
Para tanto,Edir Macedo e seus “bispos” resolveram investir no próprio partido, o Partido da República (PR), para ter uma bancada mais coesae sob total controle político e ideológico e, obviamente, de seus interesses, através da cúpula da IURD. Os políticos (todos, de qualquer confissão religiosa e até os ateus) cortejam o eleitorado dito “evangélico”, leiam-se pentecostais, nos períodos eleitorais.
É importante distinguir essas seitas das religiões derivadas do protestantismo (presbiteriana, metodista, anglicana, luterana), que, aí sim, têm muito a ver com a tese weberiana de expansão do capitalismo. Porque tais seitas nascem como cogumelos em campo molhado, disseminam “pastores” milagreiros pelo país, a exemplo do que aconteceu a partir da década de vinte do século passado, nos Estados Unidos (importante ver o clássico Elmer Gantry (“Entre a Cruz e o Pecado”), baseado em Sinclair Lewis e dirigido pelo grande Richard Brooks. Ora, ter partido próprio e com essa força não é pouca coisa no cenário político brasileiro. É bom lembrar de que Lula tem como vice o empresário José Alencar, filiado ao Partido da República. O “bispo” Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo, já foi e será forte candidato ao governo do Rio de Janeiro, e é dirigente nacional do PR.
Todas essas conexões provam o conceito de religião degenerada e pagã, a ponto de o Bispo Macedo ter dito, defendendo-se dos argumentos da Globo em recente entrevista à Rede Record, que “detesta” religião. Ora a IURD para ele não é religião, é máquina coletora de grana, a custa da boa-fé dos incautos e vai realmente ao infinito, até os países islâmicos como ele quer, se não for detida pela lei brasileira e nossas três instituições beneméritas de Estado: a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público, a Santíssima Trindade visível em que nós brasileiros deveríamos confiar!
A Universal, com seu braço midiático, a Rede Record, tem pretensões, em cinco ou dez anos, de lançar candidato a presidente da República, que não será o Bispo Macedo, que além de ser hoje cidadão norte-americano (naturalmente para se livrar do fisco daqui) ainda amarga um diabetes crônico e terrível, felizmente administrado por Deus.
Eles gerarão o candidato, construído, como mórbida criatura da noite nos subterrâneos do Partido da República, que nos deu, além do vice, José Alencar, o espantoso ministro Mangabeira Unger, que disse ser o governo Lula o mais corrupto da história do Brasil – frase de efeito com a qual, aliás, este escriba concorda plenamente.
O conflito Globo-Record não é apenas, como se pensaria, uma guerra de interpretação dos Evangelhos ou guerra comercial por audiência. Representa muito mais, é a flor do Lácio da corrupção, plenipotenciária, triunfante – aquele tipo de duelo que desespera o observador que, quanticamente, para qualquer lugar em que olhe, não dá para entender nada, quem tem razão, quem não tem e de onde, afinal, a bala vem...
Ora, o diabo é dialético, finge-se de manso ou que não existe para melhor operar. Jesus espera os últimos dias para surgir triunfante, mas que demora, poxa!, com a gente tendo que aguentar essa floresta de corruptos que viceja em terras de Cabral. A corrupção, aliás, por aqui Caminha, desde Pero Vaz...
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*Waldo Luís Viana é escritor, economista, poeta e se benze sempre ao ver o Bispo Macedo na televisão...
Teresópolis, 20 de agosto de 2009.
Nota: Esse texto foi enviado pela colega Tânia Vilela, professora de língua portuguesa da rede pública estadual paulista. Achei-o muito interessante e pertinente, por isso resolvi compartilhá-lo com os leitores desse blog.
Ufa.........Estou acabada..kkkkkkkkkkkkk...voltaram as aulas nas escolas estaduais, dei sete aulas hoje na escola Arno Hausser, encontrei os alunos e alunas, sem beijinhos e abraços, por causa da gripe suína. Mas não teve jeito, uns me pegaram no colo, beijaram, abraçaram, depois nos desinfetamos com álcool..hehehehehe
O governo enviou álcool em gel, todas as crianças tiveram as mãos desinfetadas ao entrarem em sala de aula e sempre que fossem ao banheiro, desinfetariam as mãos.
A aula foi divertida e cansativa como sempre, conversamos sobre a gripe suína, sobre as férias prolongadas, lemos um texto sobre amizade, fizemos atividades de língua portuguesa, brincamos de show do milhão, planejamos ir ao cinema assistir Harry Potter e o Enigma do Príncipe, enfim, foi um reencontro barulhento, legal e divertido...como são os encontros com adolescentes.
Aproveitando a ocasião já baixou hoje uma TPM daquelas...juntando tudo, fiquei tão esgotada que não fiz nada do que planejei fazer a noite como levar um projeto de cinema para um amigo, pagar meu cartão de crédito, ir à academia, em vez disso, fiquei em casa, lendo jornal, navegando na NET, ouvindo Thiago Pethit (um cantor paulistano da nova geração, maravilhoso, perfeito, logo vou falar dele aqui no blog), e curtindo meu esgotamento nesse primeiro dia de retorno as aulas na Arno Hausser........
Aconteceu entre os dias 15 e 17 de agosto de 1969, numa fazenda em Bethel, cidade próxima a Nova York, o festival de música de Woodstock. Cerca de 450.000 pessoas estiveram presentes para, além de ouvir música, levantar a bandeira da liberalização dos costumes e da contracultura. Woodstock tornou-se o principal festival da história da música pop ao reunir no mesmo palco Jimi Hendrix, The Who, Janis Joplin, Joan Baez (grávida de seis meses) e dezenas de artistas que se apresentaram para cerca de 400 mil pessoas. Woodstock foi planejado pelo produtor Michael Lang para ser "apenas" uma celebração hippie, uma festa com algumas bandas e um público modesto. Mas fatores diversos, como o recrudescimento da Guerra do Vietnã e a mobilização em torno de direitos civis nos EUA, por exemplo, ampliaram o apelo popular do festival. A maior parte do público pagou US$ 18 (cerca de R$ 35) para assistir a 32 apresentações, mas um número considerável de gente "pulou a cerca" da fazenda de Bethel (Nova York). Mesmo sob tempestade e lama, enfrentando engarrafamentos e com estrutura mínima, o público comportou-se de acordo com o lema hippie "paz e amor". Após 40 anos, Woodstock continua sendo parâmetro para os principais festivais de música do mundo. Pois uniu música, cultura e contestação politica e marcou uma geração. Apesar de ter sido feito de forma muito precária para os padrões atuais, foi a única coisa boa que a Guerra do Vietnã deixou. O conceito de paz, amor e música está no inconsciente, ou consciente, de todo festival de música produzido desde então. Do Who iniciando show às 4 da manhã e tocando "My Generation" a Hendrix quebrando as cordas da guitarra em "Red House", Woodstock foi o ápice terreno da utopia hippie. .
Documentário Um dos principais legados do festival é o excelente "Woodstock", (eu assisti recentemente, minha amiga Pity me emprestou, aliás, preciso devolver..heheheh) que ganhou o Oscar de melhor documentário em 1971. O filme, dirigido por Michael Wadleigh, ganha lançamento no Brasil em uma caprichada caixa com três DVDs. Nos EUA, Michael Lang contará os batidores do evento em "The Road to Woodstock". Em janeiro do ano que vem, chega aos cinemas brasileiros "Aconteceu em Woodstock", de Ang Lee, baseado em livro homônimo, de Elliot Tiber e Tom Monte, que está nas livrarias. Espécie de "biografia falada" do festival, "Woodstock", de Peter Fornatale, engrossa a lista de produtos relacionados ao evento.
VEJA UMA DAS APRESENTAÇÕES DO FESTIVEL QUE EU CONSIDERO MAIS LOUCA, BELA, POÉTICA, ENFIM, PURO ESPIRÍTO WOODSTOCK:
Ele morreu de frio e será cremado hoje. Era jovem, idealista. Mas se embriagou com a Natureza. Poderia estar entre nós se não tivesse dispensado seu guia, se tivesse consciência da fragilidade humana, se tivesse levado uma bússola, se contasse com o imponderável, se seguisse as regras que aprendeu em anos e anos de escaladas e trilhas. Gabriel dispensou o kit básico que garantiria sua volta com vida para o Brasil no fim de julho. Subiu o Monte Mulanje, um pico de 3 mil metros, com uma câmera e um cajado. O tempo fechou de repente (foto).
A morte de Gabriel Buchmann, 28 anos, nas montanhas do Malauí, depois de uma viagem de mais de um ano por 26 países na África, me tocou pessoalmente. Não o conhecia, mas tenho um filho de 27 anos que olha o mundo da maneira que Gabriel olhava. Com desejo de melhorar o meio ambiente e contribuir para que o futuro seja menos injusto socialmente. “Eu o chamava de capitão”, diz Pedro Flores, engenheiro, amigo de Gabriel, companheiro de trilhas. “Além de ser um agregador, um inspirador, Gabriel tinha desenvolvido um lado espiritual, que se expressava também na comunhão com a Natureza. Ele parava para meditar. Quando acampávamos, dormia fora da barraca, na rede, caminhava de pé no chão. Gabriel e nós todos sempre acreditamos na energia que vem da terra, do mar, das árvores, das montanhas. Seus aniversários eram luaus na praia. Como um marinheiro morre no mar, Gabriel se foi fazendo o que mais gostava na vida: descobrindo outros lugares, outros povos, outras maneiras de viver”.
Várias fotos de Gabriel com animais ao fundo, vestido com roupas típicas e ao lado de nativos, foram divulgadas. Ele parecia feliz.
Eu não considero Gabriel herói, como alguns de seus amigos. Não acho “bonito” morrer desse jeito. Não é glorioso sumir tão prematuramente. Não dá para compactuar com seu destemor exagerado, a autoconfiança dos jovens que se julgam imortais ou que acreditam ter feito um pacto com a Natureza. Mas jamais veria Gabriel como um rapaz burguês em busca de adrenalina, como se escreveu maldosamente nos sites. Fiquei chocada com os comentários absurdos do tipo: “buscou, achou”; “irresponsável, não pensou na mãe”; “filhinho de papai”; “quem mandou estudar pobreza na África e não no Brasil”. Muitos internautas ficaram irritadíssimos porque 11 bombeiros brasileiros foram enviados à África para tentar resgatar Gabriel com vida. Fizeram ilações equivocadas, dizendo que a mãe de Gabriel tinha relações com poderosos ou que era rica.
O território da internet pode ser mais hostil do que a natureza selvagem.
Gabriel, ou Gabiru para os amigos que o adoravam, tirou o primeiro lugar no vestibular geral da PUC. Era economista mas, em vez de tentar enriquecer na Bolsa de Valores, preferiu fazer um doutorado sobre pobreza nos Estados Unidos. A bolsa dele era outra, a da troca, da bondade. Poucos recursos, baseados em sua excelência acadêmica.
Viajou para fazer pesquisa de campo. Morava na casa dos africanos. O que tinha, doava. O Monte Mulanje era o fim da viagem. Voltaria no dia 28 de julho.
Ao saber do desaparecimento de Gabriel, duas imagens me vieram imediatamente à cabeça. Primeiro, pensei nos mergulhadores que morrem fazendo apneia, técnica de mergulho sem cilindro. É a tal embriaguez com a beleza do mar, e eles vão afundando, afundando, na certeza de superar um desafio cada vez maior e poder voltar à tona. A outra imagem, inevitável, foi o filme Into the wild (dirigido por Sean Penn). Traduzido por Na natureza selvagem, o filme conta a história real de um rapaz de 22 anos, Christopher McCandless. Ao terminar a faculdade, ele doa todo o seu dinheiro a uma instituição de caridade e deixa a casa paterna. Destino: Alasca. Era um protesto individual contra o materialismo americano. A fotografia é belíssima e o fim, trágico. Bonito, popular, simpático, o rapaz morre sozinho de frio, de doença, de ervas venenosas. E a discussão gira exatamente sobre quem ele realmente era. Um aventureiro heroico ou um idealista ingênuo.
A mãe de Gabriel, Maria de Fátima, para poder ir adiante, levantando-se todas as manhãs, tenta crer que esse era mesmo o destino de seu filho. Que tudo foi uma fatalidade. E espera que sua morte possa acentuar a importância da luta mundial contra a pobreza. “Que essa chama continue acesa”, disse Fátima.
Eu espero apenas que esse exemplo trágico ilumine tantos milhares de jovens que se aventuram em trilhas, escaladas e esportes radicais e os ajude a tomar os cuidados mínimos necessários e controlar a autoconfiança exagerada. Que não se submetam totalmente ao torpor da aventura. Que continuem a ousar mas não subestimem os riscos. Para não desperdiçar a vida.
Conversei com uma fotógrafa brasileira, Grace Olsson (autora da foto acima), que vive na Suécia, tem um livro sobre refugiados no Moçambique, e conhece 47 países na África. Seu depoimento:
“A neblina cobre tudo quando muda o tempo ali. Ruas, vales, montes, montanhas, não dá para ver nem as copas das árvores. Um guia teria feito diferença para Gabriel porque ele sempre conhece as saídas estratégicas. Vários turistas já desapareceram nesse monte misterioso. As tribos do Malauí estão cansadas de acionar os deuses africanos em favor dos desaparecidos. Fui ao Malauí no ano passado e, à tarde, relampejou tanto embaixo desse monte que eu me tranquei no quarto e rezei, pedindo a Deus que o mundo não se acabasse naquele dia. As nuvens ficaram cor de chumbo”.
Gabriel dispensou o guia na última hora, para que ele buscasse sua mala no último acampamento. O tempo estava bom, a Natureza não o trairia. Gabriel era um montanhista experiente, já tinha ido ao Everest e ao Kilimanjaro. A sete horas de distancia do pico do Mulanje, ele resolveu seguir a trilha sozinho. Um grupo que descia o aconselhou a não prosseguir porque escurecia. Em chichewa, a língua local, Saptiwa (o nome do pico) significa “não vá lá”.
Era sua despedida do continente africano. Gabriel não queria ir embora sem chegar ao pico do Mulanje. E chegou.
TELEFONE tocou. Queriam uma entrevista sobre o livrinho "O gato que gostava de cenouras". Não entendi o nome da revista porque estou ficando meio surdo e, por vergonha, não pedi que repetissem. A entrevista começou... Gato gosta de peixe, de rato e de passarinho. Gato não gosta de cenoura. Numa terra de gatos, um gato que gostasse de cenoura seria uma aberração, uma vergonha para os pais, motivo de chacota e zombaria na escola... O nome dele era Gulliver; carinhosamente, Gullinho. Seus pais não sabiam do seu gosto pelas cenouras. Comer cenouras era um ato secreto, escondido. Seus pais só se preocupavam com o fato de que ele não comia os deliciosos ratinhos recém-nascidos, os pardais saborosos, os peixes cheirosos que lhe traziam para abrir o apetite. Gullinho era diferente dos demais gatos. E isso fazia seus pais sofrerem muito porque o que os pais mais desejam é que seus filhos sejam iguais aos outros. O fato era que os pais de Gullinho ignoravam que ele, escondido, comia a comida proibida, cenoura... A mãe acabou por desconfiar das incursões secretas do Gullinho e disse ao pai que seria melhor segui-lo para ver onde ele estava se metendo. Foi o que o pai "sogateiramente" fez. Gullinho caminhava com cuidado, olhando para todos os lados para ver se estava sendo seguido. Andou até chegar ao sítio do senhor Joaquim. Havia canteiros com todos os tipos de hortaliça. Gullinho foi até o canteiro de cenouras e -oh! Coisa horrenda para um pai gato- começou a comer cenouras. O pai do Gullinho quase morreu de susto. Seu filho que ele sonhara tigre não passava de um coelho. E chorou amargamente... Resolveu procurar auxílio. Procurou um padre que ameaçou Gullinho com o Inferno. "Deus é gato. Deus ordenou que nós comêssemos peixes, ratos e passarinhos.Comer cenoura é pecado mortal!" Mas não adiantou...Gullinho continuou a vomitar peixes, ratos e passarinhos... Aí eles o levaram ao psicanalista. A análise durou vários anos. Mas o que o doutor Gatan lhe dizia com linguagem complicada não alterava o seu gosto: ele continuava a gostar de cenouras... Foi então que um professor da escola chamou o Gullinho para uma conversa e lhe disse: "O nosso destino está escrito nas células do nosso corpo num "chip" bem pequeno chamado DNA. Ele já está no feto, determinando a cor do seu pelo, a cor dos seus olhos, se você vai ser menino ou menina, daltônico ou não, canhoto ou destro. Você nada pode fazer para mudar as ordens que estão no seu "chip". E acontece o mesmo com o nosso gosto por ratos ou por cenouras... Não é pecado, como o padre disse, porque foi o DNA que o fez assim... Não é resultado de educação porque foi o DNA que o fez assim... E nem pode ser curado, como se fosse uma doença, porque é o DNA que o fez assim... Igual ao daltonismo". Gullinho olhou em silêncio para o professor e, pela primeira vez, entendeu tudo. E ele sentiu que um enorme peso fora tirado de cima dele. Entendeu então que ele podia gostar de cenoura porque fora o DNA que o fizera assim -e ninguém tinha nada com isso. Eu ainda estava na cama quando minha filha me acordou. "Pai, você apareceu na "G Magazine", a reportagem do gato..." "Mas o que é "G Magazine'?", perguntei. Aí eu entendi por que o assunto da entrevista tinha sido "O gato que gostava de cenouras"...
NOTA: Essa bela fábula do Mestre Rubem Alves foi publicada na edição de hoje do Jornal Folha de São Paulo. (caderno Cotidiano)Achei a tão linda, emocionante e verdadeira que decidi compartilhar com os leitores do meu blog. Saboreiem e façam as devidas reflexões.
Ontem aconteceu no CAP de Pereira Barreto uma festa especial, a escolha da Rainha da FIAP 2009, evento organizado pelos professores Luciano Guedes, Oscar Claro e André Novaes.
A festa contou com a participação de 21 candidatas, todas garotas lindas e maravilhosas que mereciam a coroa de rainha, infelizmente apenas uma deveria ser a escolhida.
Fui convidada pelos organizadores para ser jurada, fiquei desesperada, porque gostei de todas, mas haviam critérios a serem seguidos como: simpatia, beleza, presença de palco, e tal......
No final quando duas candidatas ficaram empatadas eu fiquei em pânico, pois não conseguia decidir em quem votar, pois as duas eram perfeitas, mas como tudo na vida há escolhas, tive que escolher......afffffffffffffff.
Outra atração da festa foram as coreografias de dança indiana feitas pelo professor Leandro, lindas....
Foi uma festa bem organizada, a decoração divertida e criativa, eu e meus convidados fomos muito bem recebidos e tratados pelos queridos Luciano, Oscar e André.
Reencontrei meus amigos de trabalho e de baladas Celinei e Odair, e outras amigas que não via há tempos como Rose e Nara, conheci novos amigos de Três Lagoas, Mirandópolis e Pereira, fiquei na área VIP com direito a champanhe e outros mimos......Me senti uma celebridade......kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Ah...e dançamos e tiramos fotos até as tantas da madruga.
VALEU GAROTOS QUE EU ADORO: LUCIANO, OSCAR E ANDRÉ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!