A Poesia em nós..... Recebi esse Poema do meu ex-aluno do curso de Letras da FIU de Pereira Barreto, Oscar Claro Junior, professor da rede pública em escolas de Pereira Barreto, Itapura e Ilha Solteira. Poema denso, carregado do sentimento angustiado, doloroso e extraordinário que toma conta do ser humano quando este é tocado pela paixão ou como querem os românticos pelo amor. Amor inferno amor Amarra-me posso estar louco pois, nele não acredito Mesmo o sentindo não creio... O peso de tal fardo só me afunda, Coisa terna? Só pressiona o peito. Como pode ele ser nobre, Quando é duro, demais duro, demais bruto Impetuoso o bastante para nos picar Feito pontas cortantes. Fere até espinhos! E eu simples que dele nada entendo, Aceito-o, embora corro. Ou devo forças ter para enfrentá-lo? Dilacerá-lo enfim... Assim devo fazer? Assim devo ser? Então quando, mesmo a luz, da noite, Que me queima, essa mesma luz De lágrimas de tristezas, Me aquecerá e me confortará. Esperto os homens que não o toca, Esperto esses que não o sente. Certo é não procurá-lo nos sonhos Que por certo é só tê-los Nas noites tardes Enganando-se tardes dias Pois, mentem os sonhadores... Que ao ver então estrelas não brilhantes Quando o amor chega, E as mesmas somem Quando eu não mais olhar. Mas, elas continuarão lá, Pequenas e lindas como fadas, Tão pequenas qual uma pedra de ágata. E o amor que só febre, fere febre, Abre feridas tamanho de Jade E então fujo, cubro-me Num grupo de átomos, Pois, só assim dores não sentirei.
Escrito por edilvabandeira às 11h06
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